Quanto custa uma biópsia de próstata? Essa é uma dúvida comum entre homens que estão passando por exames para investigar possíveis alterações nessa glândula.

Afinal de contas, além da preocupação com o diagnóstico em si, que pode comprovar ou descartar a presença de câncer, é natural querer entender os detalhes do procedimento, suas indicações, os tipos disponíveis e os custos envolvidos.

Neste artigo, você vai entender quando a biópsia de próstata é indicada, quais são as diferenças entre as técnicas disponíveis, com destaque para a abordagem transperineal; como o exame é feito e quais fatores podem influenciar o custo do procedimento, especialmente em Belo Horizonte. 

Artigo validado pelo Dr. Renato Corradi

O artigo que você vai ler agora apresenta informações revisadas e validadas pelo Dr. Renato Corradi, urologista e uro-oncologista, com experiência no diagnóstico e no tratamento das doenças da próstata.

O objetivo é oferecer informações claras, confiáveis e atualizadas sobre a biópsia de próstata, incluindo quando o procedimento pode ser indicado, como ele é realizado, quais cuidados são necessários e quais fatores podem influenciar seu custo.

A avaliação médica individual é fundamental para determinar se a biópsia é necessária e qual abordagem é mais adequada para cada paciente.

O que é a biópsia de próstata

Antes de saber quanto custa uma biópsia de próstata, vale a pena se informar.

A biópsia de próstata é um exame realizado para confirmar ou descartar a presença de células malignas na glândula prostática. É o principal exame indicado para confirmar o diagnóstico de câncer de próstata. Ele é realizado por meio da coleta de pequenos fragmentos de tecido prostático que serão analisados por um patologista.

Mesmo que exames como o PSA (antígeno prostático específico) e o toque retal indiquem alterações suspeitas, apenas a biópsia permite confirmar o diagnóstico. Neste caso, deve ser feita a classificação do tumor quanto à agressividade, por meio de sistemas como o escore de Gleason.

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Quando a biópsia de próstata é indicada?

A biópsia é indicada quando há suspeita clínica de câncer de próstata, normalmente após alterações detectadas em exames de rastreamento. As principais situações que justificam a indicação do exame são:

  • Elevação persistente ou progressiva do PSA.
  • Alterações suspeitas ao toque retal, como nódulos endurecidos ou assimetrias.
  • Achados sugestivos em exames de imagem, especialmente na ressonância magnética multiparamétrica.
  • Histórico familiar relevante, associado a exames iniciais alterados.

Em determinados casos, a ressonância magnética é usada antes da biópsia para identificar áreas suspeitas na próstata e ajudar o urologista a definir se a biópsia é necessária e quais regiões devem ser avaliadas.

Quais são os tipos de biópsia de próstata

Existem duas principais vias de acesso para a realização da biópsia prostática: a transretal e a transperineal. Ambas têm como objetivo proceder a coleta de tecido da próstata para análise, mas há algumas diferenças entre elas.

A escolha entre uma e outra depende de critérios como disponibilidade de tecnologia, condição clínica do paciente e indicação do urologista.

Nos últimos anos, a biópsia transperineal tem se consolidado como a abordagem preferencial em centros especializados, por apresentar menor risco de complicações infecciosas e ser uma alternativa que permite reduzir a exposição a antibióticos

Confira:

Biópsia transretal

É a forma mais tradicional do procedimento. A agulha de biópsia é inserida por meio do reto, com auxílio de um ultrassom transretal.

Vantagens:

  • Mais amplamente disponível.
  • Procedimento relativamente rápido.

Biópsia transperineal

A biópsia transperineal, por outro lado, é uma técnica que vem ganhando espaço na prática urológica, especialmente por apresentar menor risco de infecção. Nesse método, a agulha é introduzida pela pele do períneo (região entre o escroto e o ânus), guiada por ultrassom.

Conheça as principais vantagens da técnica transperineal:

  • Redução no risco de infecção: por ser realizada sem passar pelo reto, essa técnica minimiza as chances de infecções graves, como prostatite, em comparação com a abordagem transretal.
  • Maior precisão na detecção do câncer de próstata: a via transperineal possibilita alcançar regiões da próstata que muitas vezes não são bem- visualizadas na técnica tradicional, o que melhora os índices de diagnóstico.
  • Menos efeitos colaterais: como o procedimento não exige o uso de antibióticos potentes, os riscos de reações adversas são menores, tornando a experiência mais segura para o paciente.
  • Recuperação rápida e retorno no mesmo dia: o procedimento é efetuado com sedação leve, em hospital-dia, o que permite ao paciente receber alta poucas horas após a biópsia, sem necessidade de internação prolongada.

Essa técnica é recomendada, inclusive, por instituições como a Associação Europeia de Urologia em locais onde há tecnologia e equipe qualificada. Leia mais sobre essa técnica em um artigo completo. Clique no link abaixo.

Biópsia de próstata transperineal: o que é e como é realizada

Quem se beneficia mais da biópsia transperineal?

Embora todos os homens com indicação de biópsia possam se beneficiar da técnica transperineal, ela é especialmente recomendada para:

  • Pacientes com imunidade baixa ou em tratamento oncológico.
  • Indivíduos que usaram antibióticos recentemente.
  • Homens com histórico de infecção pós-biópsia.
  • Pacientes com risco elevado de sangramento.
  • Casos em que as áreas suspeitas estão em regiões de difícil acesso.

Quais são os riscos e os efeitos colaterais da biópsia de próstata?

Como todo procedimento médico, a biópsia de próstata pode apresentar alguns efeitos adversos, especialmente na via transretal. Entre os mais comuns, estão:

  • Sangue na urina ou no sêmen.
  • Desconforto leve na região pélvica.
  • Infecções urinárias (mais comuns na biópsia transretal).
  • Febre (em casos de infecção).

A biópsia transperineal, por sua vez, apresenta menor risco de complicações infecciosas, tornando-se a escolha preferida em muitos centros médicos atualizados.

Quanto custa uma biópsia de próstata?

Os valores de uma biópsia de próstata podem variar, dependendo de diversos fatores, como o tipo de técnica empregada, o hospital ou clínica escolhidos, a cidade onde o procedimento será feito e se o paciente fará o procedimento via plano de saúde.

De maneira geral, a biópsia de próstata pode custar entre R$ 1.000 e R$ 5.000, quando realizada de forma particular. No entanto, é importante destacar que esse valor pode sofrer variações significativas conforme a estrutura do serviço, o tipo de anestesia usada e se há ou não acompanhamento por imagem.

Os planos de saúde podem oferecer cobertura para a biópsia de próstata, mas as condições de cobertura variam conforme o procedimento, a técnica utilizada e o contrato do beneficiário.

Por isso, antes de agendar o exame, é recomendado entrar em contato com o convênio ou a clínica de sua escolha para entender com clareza o que está incluso e quais são os custos envolvidos, se houver.

representação da biópsia de próstata

O que é o câncer de próstata?

O câncer de próstata é um tumor que se origina nesta glândula. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Em muitos casos, o câncer de próstata apresenta crescimento lento e pode permanecer restrito à glândula, sem causar sintomas. No entanto, há também formas mais agressivas da doença, que evoluem rapidamente e podem se espalhar para outras regiões do corpo, como os ossos e os linfonodos.

Sintomas da doença

Nos estágios iniciais, o câncer de próstata geralmente não apresenta sintomas. Quando eles aparecem, podem incluir:

  • Dificuldade para urinar ou jato urinário fraco.
  • Necessidade de urinar com frequência, especialmente à noite.
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
  • Presença de sangue na urina ou no sêmen.
  • Dor na região pélvica ou nas costas (em casos mais avançados).

Esses sinais também podem estar relacionados a outras condições benignas, como a hiperplasia prostática benigna (HPB), por exemplo.

Diagnóstico do câncer de próstata

O diagnóstico começa com exames preventivos, como o PSA e o toque retal. Se houver suspeita de câncer com base nos resultados iniciais, o médico pode solicitar exames de imagem, para investigar possíveis áreas suspeitas.

A confirmação do diagnóstico, no entanto, só é feita por meio da biópsia.

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FAQ – Perguntas frequentes sobre biópsia de próstata

1. Para que serve a biópsia de próstata?

A biópsia de próstata é um exame indicado para confirmar ou descartar a presença de câncer nessa glândula. Ela é geralmente solicitada quando exames prévios, como o PSA ou o toque retal, indicam alterações suspeitas.

2. Quais são os tipos de biópsia de próstata?

Os dois principais tipos são a biópsia transretal, feita com agulhas guiadas por ultrassom introduzidas pelo reto, e a biópsia transperineal, realizada pela pele entre o escroto e o ânus, geralmente sob sedação ou anestesia. A transperineal oferece menor risco de infecção e melhor precisão em algumas situações.

3. A biópsia dói?

Na maioria dos casos, é feita com anestesia local ou sedação, o que torna o procedimento tolerável. Após o exame, é comum algum desconforto leve e presença de sangue na urina, no sêmen ou nas fezes por alguns dias.

4. Quando a biópsia de próstata é indicada?

A biópsia é indicada quando há suspeita de câncer, geralmente após alterações no PSA, no toque retal ou em exames de imagem como a ressonância magnética.

5. Quanto custa uma biópsia de próstata?

O custo pode variar entre R$ 1.000 e R$ 5.000 em clínicas particulares, dependendo da técnica utilizada e da estrutura envolvida. Planos de saúde costumam cobrir a versão transretal, mas nem sempre oferecem cobertura para a biópsia transperineal.

6. Existe preparo especial para o exame?

Sim. O preparo pode incluir o uso de antibióticos, jejum e orientações específicas sobre medicações em uso. As instruções, vale lembrar, variam conforme o tipo de biópsia e a clínica escolhida.

7. Quais os riscos do procedimento?

Os principais riscos incluem infecção urinária, sangramentos leves e, raramente, retenção urinária. A transperineal tende a ter menos riscos infecciosos em comparação com a transretal.